sábado, 14 de julho de 2012

Europa

           A Europa também pode ser chamada de “Velho Continente”. Esse termo se refere ao período em que os europeus (final do século XV) foram descobrir outros continentes (América e Oceania).

            É um continente relativamente pequeno, quase do tamanho do Canadá. Porém, dentro da Europa há aproximadamente 47 países, porque alguns desses países são minúsculos, como Mônaco, Vaticano, que estão dentro de países maiores.
O Vaticano é o menor país do mundo. É um país como qualquer outro: tem autonomia política, econômica e administrativa. Nada que acontece no Vaticano foi imposto pelo governo italiano. O Papa tem autonomia e soberania sobre esse país.

Clima

Por está localizada acima do trópico de câncer, o clima predominante é o temperado. Há o temperado continental e o temperado oceânico, esse último aparece nas regiões de ilhas. E polar é o mais difícil de ser encontrado. No clima temperado pode-se observar a passagem das quatro estações do ano. No inverno é muito frio, neva; no verão é muito quente; no outono as folhas caem e na primavera a vegetação fica florida.
O climograma serve para analisar o comportamento do clima ao longo de um ano, para relacionar o clima em termos de umidade (chuva) e em termos de temperatura.
Existem alguns fatores que influenciam no clima, entre eles: o relevo, o efeito das correntes marítimas, maritimidade. Na parte norte e central da Europa, a circulação de massas de ar com umidade é muito elevada nessa região. Já na região sul do continente, há montanhas, o que torna o clima mais árido, seco, porque impedem que as massas de ar úmidas adentrem essa região.
As correntes marítimas levam bastante umidade para as áreas litorâneas, assim como o efeito da maritimidade, que tornam as áreas do litoral extremamente úmidas.
Na Inglaterra (Grã Bretanha) chove bastante, em quase todos os dias. Isso ocorre em razão do relevo, da influência do efeito maritimidade e das correntes marítimas, que tornam a região extremamente úmida (por ser um país cercado pelo oceano, recebe muita umidade).

Relevo
          O relevo predominante na Europa é de baixa altitude. Em apenas alguns lugares que há montanhas.

Vegetação

A maior vegetação européia é a floresta temperada, e isso graças ao clima. E a vegetação que se encontra em maior proporção no continente é a tundra que se encontra em altitudes mais elevadas.
A atividade de retirada de matéria prima da natureza na Europa é um fato muito antigo, desde o império romano. Mas esse processo tornou-se mais intenso com a revolução industrial. Com o surgimento das máquinas e as mudanças no padrão de produção em escala mundial, cada vez mais os europeus se apropriaram dos recursos naturais. Hoje a Europa é um continente que detém as menores reservas florestais do mundo, porque eles foram os que mais detonaram. Em um curto espaço de tempo, os europeus acabaram com os recursos naturais.
Hoje na Europa o grande problema é a água. A água na Europa é vendida quase a preço de petróleo, é extremamente cara. É cara porque a disponibilidade de rios é bem menor na Europa do que no Brasil, por exemplo, a Europa tem apenas um rio principal (o rio Danúbio). Esse rio Reno-Danúbio abastece aproximadamente 8 países. Há um controle rigoroso sob as águas desse rio: os países não podem deixar essa água chegar a outros países poluída sob pena de pagar multas muito altas.

O quadro natural da Europa

O litoral extenso e recortado por diversos golfos, baías, enseadas, istmos e penínsulas é uma das características físicas mais marcantes desse continente. Há também numerosas ilhas, destacando-se entre elas a Islândia, a Grã-Bretanha e a Sardenha.

 Fatores naturais e características climáticas da Europa

Além de sua posição geográfica, existem outros fatores naturais que influenciam nas características climáticas do continente europeu. Entre os principais fatores, podemos citar:

·        Relevo – o predomínio de planícies, na porção centro-norte do continente europeu, facilita a penetração das frentes frias polares, provenientes da Ártico, tornando o clima nessa região mais frio, sobretudo no inverno. Por sua vez, o relevo mais irregular da porção sul do continente, com a presença de elevadas cadeias montanhosas, como os Alpes, os Bálcãs, barram a entrada das massas de ar tropicais, provenientes do norte da África, dando origem ao clima mediterrâneo, mais quente e seco que em outras partes da Europa.

·        Corrente marítima – a porção ocidental da Europa é bastante influenciada por essa corrente marítima do Atlântico Norte, que tem origem no golfo do México; por isso, ela traz calor e umidade para o clima de vários países da região, fazendo com que os invernos sejam menos rigorosos.

·        Efeito de maritimidade – a proximidade com a massa de água oceânica torna as amplitudes térmicas diárias, mensais e anuais bem menores que as registradas nas áreas interioranas dos continentes. Isso torna o clima das áreas litorâneas mais ameno, com verões e invernos menos rigorosos que os registrados nas outras regiões.

 A vegetação da Europa

            É importante saber que a diversidade de formações vegetais nativas da Europa encontra-se parcial ou totalmente alterada pela ação humana.
           Foi com a Revolução Industrial que as transformações se intensificaram, reduzindo as extensas florestas temperadas a pequenas áreas de bosques.
 
O relevo e a hidrografia da Europa

            A grande extensão territorial, os aspectos climáticos e a dinâmica tectônica que atinge a região são fatores que colaboram diretamente na origem das diversas formas de relevo e da vasta rede hidrográfica européia.

As formas de relevo europeu

            Em território europeu destacam-se três formas de relevo:

·        Planícies – são predominantes, pois abrangem cerca de 70% do território. Têm origem na deposição de sedimentos, em eras geológicas recentes, trazidos por rios ou lagos naturais. São exemplos as planícies Russa, Húngara e Germano-Polonesa.

·        Planaltos e maciços antigos – compõem-se de regiões intensamente desgastadas pelo processo erosivo desde eras geológicas remotas; por isso, apresentam formas de relevo arredondadas e com altitudes modestas.

·        Cadeias montanhosas – são formadas por grandes dobramentos modernos, ou seja, geologicamente mais recentes que as demais formas de relevo, e decorrem do encontro das placas tectônicas localizadas, sobretudo, ao sul do continente.



 Rios intensamente aproveitados

            O rio Reno, com aproximadamente 1326 km de extensão, destaca-se por banhar a região industrial mais importante da Europa, localizada no extremo oeste da Alemanha. Nesse curso fluvial é intenso o transporte de cargas, já que ele liga um importante complexo industrial ao porto de Roterdã, na Holanda. Nasce nos altos da Suíça, passa pela Alemanha, pela Bélgica e deságua no mar do norte, na Holanda.
           Vale Ruhr fica na Alemanha é a parte mais desenvolvida da Europa, justamente por nessa região passar um rio europeu de extrema importância e o ria facilita o escoamento da produção. O transporte aquático é muito importante para a troca de mercadorias entre os países europeus.
            Por ligar a porção central da Europa à sua porção oriental, com intenso movimento de cargas e passageiros, é chamado de rio transeuropeu.


Poluição, despoluição e o problema da água na Europa

            Em razão da possibilidade de faltar água, o governo europeu vem tomando várias medidas de controle e de manejo, como forma de preservar os mananciais existentes. Entre elas estão as campanhas para evitar o desperdício doméstico e industrial, a despoluição de rios e a preservação da vegetação em áreas de nascente.
            A água no continente europeu é muito cara em vista da escassez. Na Alemanha, o preço da água é o maior em comparação a outros países desenvolvidos, porque ela sobretaxa a água, ou seja, aumenta os impostos sobre esse produto. O governo faz isso para estimular a redução do consumo.
O país mais industrializado da Europa é o Reino Unido. Com o fim da União Soviética ocorreu a divisão da Iugoslávia em novos países. Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia são países com baixa densidade demográfica, isso é graças aos fatores climáticos, consequentemente temos poucas notícias desses países.
 

Os movimentos nacionalistas

            Várias minorias étnicas reivindicam reconhecimento e autonomia de algumas nações européias. O Euskadi (País Basco) se encontra no norte da Espanha. Dentro desse “país” vive uma população, chamada população basca. Eles não falam espanhol, eles não têm os traços culturais da Espanha, têm o hábito de vida totalmente diferente dos espanhóis, por isso eles buscam a independência, querem tornar o País Basco independente, para isso, esse grupo intitulado ETA apelam para atos terroristas para forçar o governo a reconhecer a independência dessa área e declará-la como um país independente fim de atingir seus objetivos políticos.
A taxa de fecundidade, ou seja, a quantidade de filhos por casal está diminuindo bastante na Europa. Existem países europeus que apresenta até o índice de crescimento natural negativo, ou seja, as pessoas estão mais morrendo do que nascendo. Isso acontece pelo elevado custo na criação dos filhos e pelo fato que as mulheres não querem ser “donas de casa”, querem ser profissionais bem sucedidas e ter muitos filhos atrapalha a mulher em sua carreira.
O fato de ter muito imigrantes trabalhando na Europa está diretamente relacionado ao índice de crescimento negativo, porque não está havendo renovação da população européia que gera elevado pagamento da previdência privada, o que tem causado prejuízo a previdência privada desses países.
Os imigrantes são bem recebidos na Europa, e se eles fossem embora a economia européia afundaria.

Xenofobia = aversão a estrangeiros

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Rússia Czarista

            Primeira revolução vitoriosa inspirada no socialismo.

Os camponeses compunham cerca de 80% da população e viviam, em sua grande parte, como servos, devendo a seus senhores uma série de pesadas obrigações. Analfabetos em sua imensa maioria eram eles também os mais atingidos pelas doenças e pelas crises de fome que assolavam o país com frequência.
            Os camponeses reagiram à servidão promovendo revoltas. Entre os séculos XVII e XIX ocorreram várias rebeliões camponesas na Rússia; a maior delas foi a Rebelião Pugatchev, que contou com a participação de milhares de camponeses e só foi derrotada pelo exército czarista depois de muita luta.
A servidão só foi abolida em 1861. Mas mesmo assim nem todos os camponeses tinham direito a terra. Por isso muitos deixaram o campo e foram para a cidade em busca de uma vida melhor.
A modernização Russa

Na segunda metade do século XIX, a Rússia começou a se modernizar, começando assim a explorar o petróleo, a produzir aço, construir ferrovias e visar o crescimento das cidades. Isso começou a ser feito graças à mão de obra farta e barata, empréstimos estrangeiros. O capitalismo russo continuou desenvolvendo-se e surgiram centros industriais em São Petersburgo, Moscou e Kiev.

Socialismo, Comunismo e Anarquismo

Doutrinas sociais = Denominam-se as doutrinas sociais aquelas que buscam o benefício igual de todos os indivíduos da sociedade, excluindo o benefício maior de qualquer grupo ou subgrupo social.

Socialismo = Sociedade igualitária regida por um Estado.

Comunismo = Sociedade igualitária, porém sem nenhum tipo de governo.

Anarquismo = Destruição total do Estado e implantação imediata do Socialismo.

O Partido Operário Social-Democrata Russo

Todos os oposicionistas da época agiram de forma clandestina, e se fossem descobertos seriam condenados à morte.
Influenciados por ideias marxistas(de Karl Marx), intelectuais e operários russos organizaram vários agrupamentos políticos, que se juntaram em 1898 para formar o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR). Esse partido foi duramente perseguido e logo desmantelado pela polícia do czar, que prendeu vários de seus membros. Seus principais líderes, porém, Vladímir Ulianov (conhecido como Lenin) e Liev Bronstein (conhecido como Trótski), deixaram a Rússia e voltaram a se organizar no exterior.
Havia, no entanto, divergências internas no Partido Operário que os levaram a se dividir em dois grupos: os bolcheviques (“maioria”, em russo) e os mencheviques (“minoria”, em russo).

A rebelião popular de 1905

Em um domingo de 1905, operários em greve, acompanhados por suas famílias, caminharam desarmados pelas ruas de São Petersburgo cobertas de neve em direção ao Palácio do Inverno, sede do governo czarista, com um abaixo-assinado em que reivindicavam melhores condições de vida e a convocação de uma Assembléia Constituinte.

O czar reagiu ordenando a seus soldados que atirassem contra a multidão à queima-roupa. Mais de mil manifestantes foram mortos e perto de 5 mil saíram feridos. O fato ficou conhecido como Domingo Sangrento.

O governo provisório

O líder bolchevique Lênin, que estava exilado, retornou à Rússia em abril de 1917 e passou a defender a derrubada do governo provisório, a retirada da Rússia da guerra e a repartição de terras entre os camponeses. Os lemas defendidos por Lênin eram: “Todo o poder aos sovietes” e “Paz, terra e pão”. Com o agravamento da situação social, provocada pela permanência da Rússia na guerra, as ideias de Lênin foram ganhando cada vez mais força entre a população.

Outubro de 1917 – Sovietes, liderado por Trótsky ataca o Palácio de Inverno. Bocheviques tomam o poder.

Sovietes = conselhos de operários, camponeses e soldados.

 A Rússia saiu da I Guerra Mundial, pois possuía:

§  Táticas antigas.

§  Comando ineficiente.

§  Pouca aparelhagem.

§  Abastecimento precário.

O governo de Lênin e a guerra civil

O governo bolchevique liderado por Lênin adotou várias medidas de grande repercussão social:

·        Propôs a paz aos alemães: em 3 de março de 1918, a Rússia saía da guerra, assinando com a Alemanha o Tratado de Brest-Litovsk;

·        Confiscou as terras da família real, dos nobres e da Igreja ortodoxa, distribuindo-as entre os camponeses;

·        Estatizou a economia: indústrias, bancos e estradas de ferro passaram a ser dirigidas pelo governo russo.

A guerra civil

Essas medidas bolcheviques provocaram a reação dos chamados russos brancos (monarquistas, mencheviques e liberais). Teve início, então uma sangrenta guerra civil que se estendeu por três anos (1918-1921). De um lado, estava o Exército Branco ajudado por potências capitalistas (Inglaterra, Estados Unidos e Japão), que temiam a expansão do comunismo; de outro o Exército Vermelho, comandado por Liev Trótski, defensor da Revolução.

Durante essa guerra civil, o governo bolchevique radicalizou suas posições:

Þ   Adotou o comunismo de guerra, ou seja, manteve rígido controle sobre a produção industrial e agrícola e o comércio;

Þ   Criou tribunais que condenavam sem julgamento todos aqueles que eram considerados inimigos da Revolução (o czar e sua família foram condenados e mortos).

 A NEP: Nova Política Econômica

Para enfrentar essa situação de penúria, o governo bolchevique, liderado por Lênin, procurou ativar a economia, adotando medidas capitalistas ao lado das socialistas. Era a Nova Política Econômica, conhecida como NEP, que:

o   Permitiu aos camponeses vender o excedente de suas colheitas no mercado interno;

o   Incentivou a formação de pequenas e médias indústrias;

o   Permitiu que os capitais estrangeiros entrassem no país sob a forma de empréstimos e investimentos.

     Em dezembro de 1922, um grande congresso reunindo os diferentes povos que habitavam o território russo fundou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Formou-se um governo composto por representantes das várias repúblicas, sendo a Rússia a principal delas.
 A disputa entre Stálin e Trótski

Em 1924 Lênin morre.
           O ideal trotskista era o de uma revolução permanente. Já Stálin pensava de outra maneira. Seu lema era: “O socialismo em um único país”, ou seja, ele julgava que, primeiramente, era necessário consolidar o socialismo na União Soviética para depois ajudar a fazer revolução socialista em outros países.


A ditadura stalinista

Vitorioso na disputa contra Trotski, Stálin estabeleceu uma ditadura pessoal na União Soviética, de 1929 até sua morte, em 1953. A sangrenta ditadura imposta por ele, conhecida como stalinismo, teve as seguintes características:

§  Sistema de partido único, portanto não admitia nenhum tipo de oposição;

§  Perseguição aos opositores;

§  Proibição das liberdades;

§  Planificação da economia de 5 em 5 anos.

          Capitalismo = Sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, divisão do trabalho e trabalho assalariado. Em todos os aspectos deste modelo prevalece o interesse pelo LUCRO.

A Revolta do Forte de Copacabana: o Primeiro 5 de julho

              O estopim da primeira revolta tenentista foi a publicação na imprensa de cartas falsas que ofendiam os militares especialmente o presidente do Clube Militar, marechal Hermes da Fonseca. O presidente da República, Epitácio Pessoa, considerou que o culpado pelas cartas era o próprio Hermes da Fonseca e mandou prendê-lo sob a acusação de agitador. Diante disso, em 5 de julho de 1922, os tenentes do Forte de Copacabana foram contra o governos, dispostos a “salvar a honra do Exército” e moralizar o país. O governo interveio e obrigou os revoltosos a se render. Porém 17 militares e um civil não se entregaram: saíram pela Avenida Atlântica, que fica no Rio de Janeiro, dispostos a tudo.

O Segundo 5 de julho

No governo de Arthur Bernardes, em 1924, houve em São Paulo outro tenentismo, o Segundo 5 de julho. Esse movimento, ao contrário do primeiro, tinha objetivos bem definidos. Os tenentes exigiam:

·        A moralização da República por meio do voto secreto;

·        A real autonomia dos três poderes;

·        A obrigatoriedade do ensino primário e profissional;

·        O respeito às leis e à justiça.

Comandados pelo general Isidoro Dias Lopes e pelo major Miguel Costa, os rebeldes tentaram em vão conquistar a cidade de São Paulo.
 Reprimidos pelas tropas governistas, cerca de mil rebeldes formaram a coluna paulista e deixaram São Paulo em direção a Foz do Iguaçu, no Paraná.
Depois de vários confrontos com as forças governistas, os rebeldes gaúchos, comandados pelo Luís Carlos Prestes, também formaram uma coluna e marcharam até Foz do Iguaçu a fim de unir-se aos paulistas. Da junção da coluna paulista e da gaúcha nasceu a famosa Coluna Prestes.

As eleições e o movimento de 1930

         Em 1930, de acordo com a política do café do leite, era de Minas Gerais escolher o presidente. Mas o presidente Washington Luís, que tinha sido indicado por São Paulo, decidiu indicar outro paulista para sucedê-lo, Júlio Prestes.
         Os políticos de Minas Gerais reagiram, conseguindo aliados no Rio Grande do Sul e na Paraíba e formando a Aliança Liberal. Para disputar as eleições de 1930, a Aliança Liberal lançou o gaúcho Getúlio Vargas para presidente e o paraibano João Pessoa para vice.

Era Vargas
Governo provisório

                   Oposição paulista
         Ao impor interventores aos estados, Getúlio desagradou as elites estaduais. Em São Paulo, por exemplo, a elite reagiu à nomeação do tenente João Alberto formando a Frente Única Paulista (FUP). Essa Frente exigia uma nova Constituição para o Brasil e a nomeação de um interventor civil e paulista para o governo de São Paulo. Pressionado, Vargas nomeou o paulista Pedro de Toledo para o cargo. Apesar disso, os paulistas continuaram se opondo a ele.

         Foi quando uma tragédia ocorrida em São Paulo exaltou os ânimos: quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) foram mortos quando atacavam a sede de um jornal pró-Vargas. As iniciais de seus nomes – MMDC – passaram a ser sigla e símbolo do movimento paulista. Por fim, em 9 de julho de 1932, os paulistas, liderados pelo general Isidoro Dias Lopes e o civil Pedro de Toledo, pegaram em armas contra o governo federal no episódio conhecido como Revolução Constitucionalista.
         Em sua luta contra as tropas federais, os paulistas foram apoiados apenas pelo Mato Grosso. Como o governos tinha superioridade bélica, venceu os paulistas em poucos meses. Embora derrotados militarmente, os paulistas consideraram-se “moralmente” vitoriosos, pois em 16 de julho de 1934 uma Assembleia Constituinte votou e aprovou a terceira Constituição do Brasil.

         Essas são as principais mudanças introduzidas pela Constituição de 1934:

·        Voto secreto: o que dificultava bastante a prática da corrupção eleitoral;

·        Voto feminino: com isso a mulheres passaram a ter importância política;

·        Justiça eleitoral: tinha como objetivo zelar pelas eleições;

·        Ensino primário gratuito, de frequência obrigatória;

·        Nacionalização progressiva de minas, jazidas minerais e quedas-d’água, julgadas essenciais ao país;

·        Direitos trabalhistas: jornada de trabalho de 8 horas, descanso semanal remunerado, indenização por dispensa sem justa causa, estabilidade à gestante.

Governo constitucional de Vargas

           Os integralistas

Liderados pelo escritor Plínio Salgado, seguiam os princípios do fascismo de Benito Mussolini. Em 1932, os integralistas fundaram a Ação Integralista Brasileira (AIB), organização política que defendia:

·        Um governo autoritário dirigido por um chefe e um partido único;

·        O predomínio dos interesses da nação sobre os do individuo;

·        A censura aos meios de comunicação

    Assim como os fascistas, os integralistas faziam uso da violência contra adversários políticos, especialmente comunistas.
    Apelando para um nacionalismo exagerado e adotando o lema Deus, Pátria e Família, AIB conseguiu o apoio de membros das camadas médias, do alto clero, do empresariado e das Forças Armadas.

                   Os aliancistas

Como oposição aos integralistas, fundou-se no Brasil, em 1935, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente popular liderada pelos comunistas chefiados por Luís Carlos Prestes. Os principais pontos do programa da ANL eram:

·        Não pagamento da dívida externa brasileira;

·        Nacionalização das empresas estrangeiras;

·        Reforma agrária;

·        Formação de um governo popular.


    O levante comunista

         Em 5 de julho de 1935, o líder comunista Luís Carlos Prestes lançou um manifesto que propunha a derrubada do governo Vargas e a formação de um governo popular revolucionário. O governo Vargas reagiu ao manifesto fechando a sede da ANL, bem como a maioria dos núcleos que ela possuía pelo país.
         Diante disso, sem esperar as ordens de Prestes, um grupo de sargentos, cabos e soldados comunistas de Natal, no Rio Grande do Norte, deu início à Revolta Vermelha ou Intentona Comunista. Com rapidez Vargas sufocou os levantes e passou a prender e torturar os simpatizantes da ANL, comunistas ou não.
O Estado Novo

As eleições para presidente da República estavam marcadas para o início de 1938. Vargas, no entanto, não estava disposto a deixar o poder. Por isso, ele anunciou pelo rádio que havia descoberto o Plano Cohen, segundo o qual os comunistas pretendiam provocar greves, incêndios em igrejas e o assassinato do presidente.
           Na verdade o Plano Cohen era falso, mas serviu de pretexto para que, em 10 de novembro de 1937, Vargas desse um golpe e implantasse uma ditadura, O Estado Novo.

            Violência e propaganda

Inspirado nas técnicas de propaganda nazifascistas, 1939 o governo Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), subordinado diretamente ao presidente da República.

            Economia: indústria e agricultura

 De 1933-1939 a agricultura diminuiu e a indústria aumentou consideravelmente a indústria, isso se deu por um lado, à Grande Depressão e à Segunda Guerra Mundial, pois com seus parceiros comerciais em crise ou em guerra, o Brasil foi forçado a fabricar o que antes importava. Por outro lado, essa arrancada industrial brasileira deveu-se a uma série de medidas tomadas pelo governo Vargas, tais como: empréstimos à indústria; diminuição dos impostos sobre bens e equipamentos industriais; abolição dos impostos interestaduais e fixação do salário mínimo (1940) – medida que amenizava o conflito entre empresários e trabalhadores.

Além disso, Vargas criou:

·        O Conselho Nacional do Petróleo (1938)

·        A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (1941)

·        A Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) (1942)

·        A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945)

A importância do cloro na água

                 Vivemos expostos aos riscos de contaminação. Fertilizantes, inseticidas, nitratos, herbicidas e fungicidas utilizados nas plantações e que se infiltram na terra, atingindo os mananciais subterrâneos. Detergentes, desinfetantes, solventes e metais pesados que são descarregados no esgoto (e muitas vezes nos rios) pelas industrias. Lixo e detrito que são jogados nos rios e lagos. E para que se mantenha a saúde preservada é importante que se tomem uma série de medidas.

Para garantia da população, a água é tratada nas estações de tratamento de água, através de processos diversos, entre eles decantação e cloração. Porém, o cloro confere um sabor estranho à água e além de prejudicar o sabor dos alimentos (sucos, gelo, café), pode prejudicar a saúde e por isso deve ser retirado na hora do consumo.

Além disso, a água percorre um longo caminho até chegar no ponto de uso, passando por tubulações enferrujadas, furadas e até mesmo sujas com resíduos de areia e barro. Mas, atenção para essa informação: o cloro é um agente de proteção da água que evita o desenvolvimento de microorganismos. Só deve ser retirado da água no momento do consumo. Se a água for ficar armazenada em cisternas ou caixas d’água, deve ficar com cloro. Por esses motivos há a necessidade de se utilizar filtros de qualidade, produzidos para reter essas partículas de sujeira e eliminar gostos e odores estranhos da água, inclusive o cloro.

O cloro é encontrado predominantemente em líquidos extracelulares e intracelulares. A quantidade de cloro no homem adulto normal de 70 kg corresponde a 0,12% do peso corporal. É absorvido de forma rápida no trato gastrointestinal. Esse mineral é um dos mais importantes na regulação da pressão osmótica, pois o cloro ionizado, juntamente com o sódio, mantém o balanço aquoso. Participa no equilíbrio ácido-base e na manutenção do pH sangüíneo. O cloro secretado pela mucosa gástrica como ácido clorídrico acarreta a acidez necessária para a digestão no estômago e para a ativação de enzimas. As principais fontes de cloro são: sal de cozinha, frutos do mar, leite, carnes, ovos.
O cloro também é um dos elementos presentes no organismo humano com grande importância na formação dos sucos gástrico e pancreático, no equilíbrio ácido-básico do sangue, e no funcionamento do fígado. Ele também é encontrado em grande quantidade no líquido cefalorraquidiano. Presente no líquido extra-celular, o elemento é o principal ânion (íon negativo) presente neste meio e é obtido pelo organismo por meio da ingestão de sal.
Além de ser importante para a manutenção destas funções, o cloro também se combina com outros sais minerais e auxilia no desempenho de outras funções. Quando agregado ao potássio, por exemplo, ele é um importante componente do equilíbrio osmótico celular, regulando a entrada e saída de água das células.
O cloro faz parte de uma classe chamada de ‘macronutrientes’, ou seja, são necessárias quantidades relativamente altas deste elemento para manter bons níveis no corpo. Geralmente, sua ingestão ultrapassa os 100 mg por dia. Também fazem parte desta categoria sais como o cálcio, fósforo, enxofre, potássio, sódio e magnésio.

          Curiosidades:
           O cloro foi descoberto em 1774 pelo pesquisador alemão Karl Wilhem Scheele, mas somente no início do Século XX que seu emprego como purificador de água foi largamente difundido. A sua eficiência o torna indispensável no saneamento básico.

terça-feira, 10 de julho de 2012

As multinacionais e a Globalização

             As multinacionais, ou transnacionais são empresas que possuem uma matriz em um país e filiais em outros.  No mundo globalizado, as multinacionais têm uma função fundamental, pois, espalham pelo mundo as suas características, ou seja, o local se torna global. A Nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho) espalhou a produção pelo mundo.

São 5 fatores responsável pela desconcentração industrial, são eles:

·        Mão de obra barata

·        Incentivos fiscais (baixos impostos)

·        Sindicatos fracos

·        Novos mercados consumidores

·        Novas fontes de matérias primas


A dinâmica dos espaços da globalização

As multinacionais são empresas que, por meio de filiais ou empresa submetida ao controle de outra empresa (subsidiárias), desenvolvem atividades em muitos países, mas possuem uma única matriz, geralmente no país de origem.
           É importante sabermos que a maioria das corporações multinacionais é originária de países desenvolvidos, sendo restrito o número de empresas desse porte sediadas em países subdesenvolvidos.

A expansão das multinacionais

A partir da metade do século XX, as grandes empresas de países desenvolvidos passaram a transferir parte de suas atividades para vários países, principalmente subdesenvolvidos.
Desse modo surgiu uma nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), e o processo de produção industrial em larga escala deixou de ser exclusivo dos países mais ricos, passando a ser desenvolvido, também, em países até então com economia voltada para a produção e exportação de gêneros primários.


A fragmentação do processo produtivo das multinacionais

A fragmentação do processo produtivo industrial e empresarial leva as multinacionais a conduzir suas estratégias de produção e funcionamento como se não existissem fronteiras entre as nações; por isso, essas empresas também são denominadas transnacionais.

Os fluxos de mercadorias e pessoas

Os transportes rodoviários e ferroviários são os maiores responsáveis pelos fluxos de mercadorias e pessoas no interior de países e continentes. Esses meios de transporte foram de extrema relevância para a organização do espaço geográfico interno de diversos países e, ainda hoje, desempenham importante papel na ocupação territorial de muitas nações, sobretudo daquelas dimensões continentais e com áreas inexploradas, como o Brasil, o Canadá, a Austrália e a Rússia.

Os fluxos marítimos internacionais

Apesar da crescente importância do transporte terrestre e aéreo, atualmente o transporte marítimo é o mais representativo no que se diz respeito ao fluxo de mercadorias entre países, sendo responsável por cerca de 80% do volume de cargas transportadas em todo o mundo.

Os fluxos e as cidades globais

O processo de globalização econômica, impulsionado pela expansão das empresas multinacionais, intensificou os fluxos de mercadorias, pessoas, informações e capitais entre diferentes regiões do planeta.
No decorrer desse processo, determinadas cidades passaram a desempenhar a função de grandes centros articulados de fluxos, ou seja, centros de convergência e dispersão da maior parte dos fluxos em nível mundial. Essas são as chamadas cidades globais ou metrópoles mundiais, grandes centros urbanos de países desenvolvidos, como a cidade de Nova York, Londres, Paris e Tóquio, e de alguns países subdesenvolvidos industrializados, como as cidades de São Paulo, Hong Kong, Seul e Cidade do México.


Globalização, desenvolvimento e subdesenvolvimento

A globalização exige qualificação. Em países desenvolvidos a especialização da Mao de obra é maior. Já nos subdesenvolvidos a pouca qualificação gera exclusão e desemprego.
A evolução do capitalismo impulsionado pelos avanças tecnológicos, gerou as condições necessárias para a globalização.
A expansão do capitalismo depende diretamente do crescimento do consumo, o que, por sua vez, acaba tendo implicações diretas sobre o meio ambiente.

Globalização aprofunda o abismo entre ricos e pobres

A globalização econômica que beneficia muita gente não conseguiu ainda aplainar as desigualdades sobre as quais as sociedades humanas construíram seu progresso.
Um único morador da Califórnia consome mais proteína, água, gasolina, e eletricidade do que toda uma vila do Sudeste Asiático. Essas desigualdades históricas geram indignação e perplexidade.
Diante desse quadro podemos concluir que a globalização se caracteriza pelo empobrecimento da maioria da população, paralelamente ao enriquecimento de uma minoria. Essa situação afeta principalmente os países subdesenvolvidos, onde a maioria da população convive com a falta de escolas, hospitais, moradias e trabalho, entre outros problemas.

 Domínio tecnológico: desenvolvimento e subdesenvolvimento

Outra característica marcante do processo de globalização é o aumento das disparidades (desigualdades) tecnológicas entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos. Isso se deve ao fato de os países pobres não terem conseguido acompanhar a intensa aceleração nos avanços tecnológicos alcançada pelas nações mais ricas.
 Globalização e exclusão

Conclui-se então que a globalização traz oculta a lógica da acumulação capitalista, baseada na crescente concentração da riqueza capitalista, baseada na crescente concentração da riqueza nas mãos de poucos e no empobrecimento da maioria. Assim, a globalização expressa a fase mais atual do processo de exploração – subordinação entre os países do mundo.

 Estados Unidos: superpotência mundial
Colonização e formação da América desenvolvida

As particularidades na forma de ocupação e povoamento, além do idioma dos colonizadores, levaram os geógrafos a designar o conjunto de terras formado pelos Estados Unidos e pelo Canadá como América Anglo-Saxônica. Atualmente, porém, a expressão mais utilizada para denominar essa região é America desenvolvida.

Assim como na Canadá, a construção de ferrovias nos Estados Unidos foi fundamental para a ocupação do território.





Recursos naturais e a industrialização no nordeste dos Estados Unidos

Na segunda metade do século XIX, muitos recursos passaram a ser aplicados na mineração, tendo em vista a demanda de matérias-primas destinadas ao abastecimento da crescente indústria. Iniciou-se a exploração de imensas jazidas de carvão nos montes Apalaches, enquanto o ferro era extraído em abundancia nas proximidades dos Grandes Lagos e no nordeste do país.

 A exploração desses recursos alavancou o desenvolvimento da atividade industrial, principalmente depois da construção das primeiras grandes siderúrgicas e metalúrgicas, gerando condições necessárias para a implantação de vários outros segmentos industriais, como o de transportes e o da construção civil.

Mais tarde, no final do século XIX, a descoberta e a extração do petróleo, primeiramente nas proximidades dos Grandes Lagos e mais tarde no Texas e no golfo do México, proporcionaram grande desenvolvimento petroquímico. O petróleo passou a ser empregado como combustível para o funcionamento das máquinas industriais e dos meios de transporte, principalmente dos automóveis.



A ascensão da economia norte-americana

O crescimento da economia norte-americana foi favorecido por dois importantes acontecimentos históricos: a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial. Como esses conflitos ocorreram principalmente desse continente, que já eram industrializados e despontavam como potências econômicas, foram praticamente arrasados. Favorecidos por estar geograficamente distantes da Europa, os Estados Unidos não sofreram os mesmos desgastes e perdas resultantes desses conflitos.

Ao final da Segunda Guerra, países como Inglaterra, França, Itália e Alemanha estavam muito enfraquecidos e com as produções agrícola e industrial arruinadas. A escassez de produtos no mercado interno os fizeram recorrer às importações dos Estados Unidos, acelerando o crescimento da economia norte-americana.



O dólar na economia mundial

Ao término da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, na condição de grandes credores internacionais, afirmaram sua hegemonia econômica. Essa posição, entretanto, já havia se evidenciado na Conferência de Bretton Woods, realizada em 1944 nos Estados Unidos. Essa reunião teve por objetivo planejar a estabilização da economia mundial, profundamente abalada pela guerra.

Naquela ocasião, o dólar norte-americano estava tão valorizado que se tornou a moeda referência no mercado internacional, ou seja, o valor das mercadorias comercializadas entre os países passou a ser definido conforme a cotação dessa moeda no mercado mundial. Nessa conferência nasceram as duas maiores organizações financeiras mundiais: Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).



Estados Unidos: Uma potência militar

A Guerra Fria ficou conhecida como o período de rivalidade entre Estados Unidos e Rússia, levou a uma corrida armamentista sem precedentes na história. Mesmo que não tenham se enfrentado diretamente em um conflito, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética realizaram dezenas de intervenções militares nas mais diversas regiões do planeta, tendo em vista a ampliação das áreas de influência de seus respectivos regimes político-ideológicos.

Os Estados Unidos tornaram-se o centro de uma gigantesca aliança militar: a Organização do Tratado de Atlântico Norte (OTAN), criada em 1949 com a união de algumas das forças armadas mais poderosas do mundo, como a inglesa, a francesa e a italiana.