terça-feira, 24 de maio de 2011

Canadá e Estados Unidos

 
             O Canadá e os Estados Unidos são os únicos países do continente americano que são desenvolvidos. E isso tem haver com suas relações, porque os dois vivenciaram a colônia de povoamento. A colônia de povoamento deu origem aos países desenvolvidos.
             Os dois países que colonizaram o Canadá foram França e Inglaterra, predominantemente, a Inglaterra. É um país bilíngue, ou seja, tem duas línguas oficiais. Por causa da colonização inglesa e francesa. O francês é falado em uma província chamada Quebec.
             Na maior parte do Canadá é falado inglês. Porém há lugares em que é falado francês também. Existem também lugares lá, que é falado chinês e português.
             O Canadá é um país multicultural. E essa diversidade cultural existe justamente pelo fato de ser um país de grande território, de uma economia dinâmica, mas de uma população pequena. A população do Canadá e de pouco mais de 33.000.000 de habitantes. Dentro dessa população enxergamos o PEA (População economicamente ativa). Porém não em toda a população que trabalha, pois dentro desse número (33.000.000) há crianças, idosos e eles não trabalham então esse número cai ainda mais.
           A população canadense está mais concentrada ao sul do estado, por ser uma região mais quente. Por ser um país de população relativamente pequena e grande ofertas de emprego, o Canadá tem estimulado e chegada de imigrantes.
           O Canadá é um país rico e desenvolvido, e hoje é a sétima maior economia mundial. É um país altamente industrializado, porém apresenta baixa densidade populacional, baixa concentração demográfica. Isso acontece porque o clima predominante é frio.
           O Canadá possui excelentes indicadores sociais e econômicos. Alguns desses indicadores são até maiores e melhores do que dos EUA. Esse fato se deve porque o país investe muito em saúde e educação e tem uma população relativamente pequena. Os indicadores sociais do Canadá (IDH) que medem: índice de analfabetismo, expectativa de vida e renda per capita. O Canadá está entre os países que tem o IDH mais alto do mundo.
           O espaço econômico do Canadá é bastante diversificado. Ele é considerado um dos maiores produtores de madeira. Só que lá tem um, porém, apresenta um rigoroso código ambiental, que exige que após a derrubada de arvores tem que reflorestar. É um país que demonstra preocupação com o meio ambiente.
           O Canadá é grande produtor de cereais e também de celulose. É um dos países que mais produzem papel no mundo. A mecanização do campo é elevada.
           As indústrias do Canadá são extremamente dinâmicas e modernas, mas elas só se modernizaram ao final da 1° Guerra Mundial, porque até antes da guerra ele era bastante dependente da Inglaterra. Como a Inglaterra se viu envolvida no primeiro conflito da 1° Guerra Mundial, os Estados Unidos “adotou” o Canadá.
           Hoje, aproximadamente 82% da exportação do Canadá vão para os Estados Unidos. Isso não é algo bom para a economia do Canadá, porque se houver um conflito entre a política e a economia desses dois países, eles vão perder o seu principal comprador.
           Os Estados Unidos exporta para o Canadá, aproximadamente 55% de sua produção. A partir do final da 1° Guerra Mundial os EUA passam a assumir o desenvolvimento econômico do Canadá, e ele manda para o Canadá muitas riquezas norte-americanas, como por exemplo, a Texaco, a IBM, a GM. Então os Estados Unidos mandam muitas de suas indústrias para territórios canadenses.
           O Nafta é um bloco econômico que congrega, que tem como membros 3 países que formam a América do Norte, são eles: México, EUA e Canadá. O principal objetivo do Nafta é aumentar o volume de comercialização entre esses 3 países. Com isso eles tiveram que derrubar as tarifas alfandegárias (taxas de importação). 
Estados Unidos
           Eles representam a maior economia do mundo, porque a economia norte-americana possui um dos maiores parques industrial do mundo, é uma economia altamente industrializada.
           Os EUA foi o primeiro país a exportar a ideia de ter transnacionais (multinacionais). Essa ideia surgiu no final da 2° Guerra Mundial. A economia européia estava arruinada por causa da guerra, então para ajudar a recuperar essa economia os norte-americanos enviaram filiais para Europa com o objetivo de recuperar as indústrias européias.
           A economia norte-americana não exportou apenas essa ideia de transnacionais, ela exportou também padrões de consumo, influencia cultural. Com o Mcdonalds, por exemplo, observamos que pelo menos duas coisas eles exportaram: a multinacional e a influência norte-americana (em termos culturais).
Empresas multinacionais = tem sede em um país e abrem filiais em outros.
           Os Estados Unidos entram em conflito com vários países, porque há interesse econômico. Hoje no cenário mundial o que mais motiva as tropas norte-americanas a invadirem vários territórios é a busca pelo petróleo, mas isso não significa que o interesse é somente pelo petróleo.
Essa grande cobiça pelo petróleo de outros países se deve pelo fato de ser um produto muito consumido (os EUA é o país que mais consome petróleo no mundo) e muito dependente dessa fonte energética.
           Os norte-americanos juntamente com a OTAN estão fazendo ataques dentro da Líbia com o objetivo de derrubar o ditador Cadaf. Com o objetivo de assegurar o fornecimento de petróleo para o continente americano.
           A morte do Bin Laden está sendo aproveitada para a autopromoção do Obama, por causa das eleições presidenciais que ocorreram próximo ano nos EUA. E ele está se valendo desse fato para alavancar a sua candidatura e a sua possível reeleição. Então ele está utilizando desse fato em um contesto político. O Obama não foi mais competente que Jorge Bush, ele teve mais sorte. Isso foi uma manobra política.
           As indústrias maquiladoras estão localizadas no México. Elas são empresas que dão o acabamento final a determinados produtos, como: eletrônicos, carros, brinquedos. Essas indústrias estão no México por causa da mão de obra mais barata. E a mão de obra mais utilizada é a feminina, que é mais barata ainda.
           Manufacturing Belt é a área de industrialização mais antiga, que vem perdendo espaço para a nova área de industrialização que é o Sun Belt, localizado ao sul e oeste dos EUA. O Sun Belt é uma área de industrialização mais nova e principalmente de elevada tecnologia.

Estados Unidos: superpotência mundial
           O aumento da produção agrícola e da atividade artesanal propiciou o crescimento do mercado interno, acelerando a expansão das manufaturas, do comércio e das casas bancárias. A ampliação dessas atividades permitiu uma significativa acumulação de capital que passou a ser investido nas primeiras fábricas, as quais, posteriormente, impulsionaram o desenvolvimento industrial e econômico do país.
           Assim como no Canadá, a construção de ferrovias nos Estados Unidos foi fundamental para a ocupação do território.
Fordismo
           A organização do trabalho, visando maior produtividade e maior lucro.

Protecionismo econômico
           Os EUA interferem no comércio internacional, aumentando os impostos para que a população local prefira comprar produtos nacionais, (por saírem mais baratos) do que internacionais. Isso fortalece a economia local.

Economia estadunidense no século XVIII
           Ocorreu prosperidade econômica pela expansão do mercado consumidor interno e crescimento da produção industrial.

Século XIX
           Pela necessidade de matéria prima para a indústria, a mineração teve grande impulso, principalmente a exploração de carvão e ferro.

 Século XX
           Houve desenvolvimento das indústrias siderúrgicas e metalúrgicas, principalmente, relacionadas ao transporte, como fabricas de navios, trens e automóveis. 

domingo, 22 de maio de 2011

A Grande Depressão, o facismo e o nazismo


Os “anos felizes”

Na década de 1920, a produção industrial norte-americana aumentou 64%. Os Estados Unidos eram a maior economia do mundo. Para boa parte dos norte-americanos, aqueles tempos foram de prosperidade e otimismo. Por isso, os anos 1920 ficaram conhecidos como “anos felizes”.
Na época foram criadas centenas de estações de rádio nos Estados Unidos. O rádio chegou aos lares e, com o cinema, ajudou na campanha das mulheres européias pela conquista do direito ao voto. Nos EUA as mulheres lutaram muito para que fosse votada, e depois aceita, em 1920, a emenda Susan Anthony, que transformou o voto feminino em um direito constitucional.
Razões da Grande Depressão
      São elas:
·        A concentração de riquezas nas mãos de poucos
·        O descompasso entre o crescimento dos salários e o aumento dos lucros.
·        A concorrência que a Europa passou a fazer aos EUA no mercado internacional
·        A grande produção e a pouca capacidade de consumo.
Resumindo: a concentração de dinheiro nas mãos de poucos, a concorrência européia – reduzindo o mercado dos produtos americanos – e a crise agrícola contribuíram para que houvesse muito mais mercadorias do que pessoas com dinheiro para comprá-las. Configura-se, assim, uma crise de superprodução.
Grande parte da população sofreu com a crise, mas existe exceções, como os grandes capitalistas, os muitos ricos, esses conseguiram se estabilizar, se mantiveram.
Liberalismo= tem origem no iluminismo. No campo individual ele significa ter liberdade: de expressão e ir e vir.E no campo econômico : o Estado não deve intervir na economia. Esse doutrina foi criada pelo Adam Smith, que foi um iluminista, então ele era contra o absolutismo, e na época do absolutismo, a monarquia controlava tudo. Então ele vai propor que o Estado não deve intervir na economia.
Atualmente só existem 2 países que não vivem o liberalismo, que são Cuba e Coreia do Norte, todos os outros adotam o modelo proposto por Adam Smith.
A saída da crise de 1929
O Keynesianismo e o New Deal
O Keynesianismo foi criado por um economista inglês, cujo o nome é John Keynes. Essa ideia é adotada pelos Estados Unidos e chamada de New Deal.
New Deal = Novo acordo, novo modelo de administrar a economia. (prática do Keynesianismo).
Keynesianismo = em momentos de crise o Estado deve intervir na economia, garantindo o básico às pessoas, ou seja, em momentos de crise o mundo vai abandonar o liberalismo econômico. (teoria)
Os Estados Unidos vão sair da crise, porque o Estado passa a intervir na economia, passa a agir na economia.
          Para garantir o básico às pessoas, o Estado começa a intervir na economia e consequentemente gerar emprego.
          Franklin Roosevelt (partido democratas) eleito presidente dos Estados Unidos em 1932, tirará os EUA da crise por meio do Keynisianismo, conduzirá o país na II Guerra Mundial, ajudando os aliados a vencer os inimigos.
          Nos Estados Unidos só tem dois partidos: democratas e republicano.
          Lei de mercado: Sem tem muito produto no mercado, o preço fica barato, se sobra produto, o preço aumenta.
         O Estado controla a economia do país = doutrina socialista.
         A Rússia não sofre a crise de 29, porque o modelo político dele era outro, era o socialismo.
        Roosevelt investiu em várias obras visando diminuir o desemprego. Esses investimentos foram:
·        O investimento maciço em obras públicas
·        A destruição dos estoques de gêneros agrícolas
·        O controle sobre os preços e a produção
·        A diminuição da jornada de trabalho
Liberalismo econômico de Adam Smith
O Estado não deve intervir na economia.
 
Saída Européia para a Crise
Nazismo e Fascismo
Contexto da Alemanha pós guerra: perdeu território, teve que pagar indenização , ela foi culpada pela guerra, perdeu exército, foi proibida de ter aviação militar, foi humilhada.
Logo que terminou a Guerra os aliados entregam a Alemanha nas mãos de um governo republicano, governo democrático. E devido a Alemanha ter tido que pagar indenização, estava com a economia muito ruim, baixa. Com a Crise de 1929 a economia fica pior ainda.
A crise afetou toda a Europa. E tanto na Alemanha quanto na Itália vão aparecer dois partidos políticos: Partido Nazista e Partido Fascista.
Função do partido político: apresentar ideias sobre o Estado.
Portugal, Itália e Espanha adotam o Fascismo. Alemanha adota o Nazismo. O Brasil quase virou Fascismo.
A situação da Itália era de crise social. Devido a primeira Guerra Mundial ela ficou devendo dinheiro e a taxa de desemprego estava enorme. Com a Crise de 1929 a tendência era piorar essa situação. Na Alemanha a situação é a mesma. A marcha sobre Roma mostra como os Fascistas conquistaram o poder político, que foi sobre pressão.
Os comunistas foram os únicos que não apoiaram os fascistas.
 Doutrina Fascista
·        Nacionalismo extremo
·        A vida é uma luta constante
·        Só a guerra leva ao progresso
·        Tudo no Estado, nada contra o Estado
·        O indivíduo esta subordinado ao Estado
·        A crise era culpa dos comunistas.
·        O Mussolini se tornou chefe de Estado (Duce)
 
A marcha sobre Roma

           Em 1921, o movimento fascista transformou-se em um partido político, o Partido Nacional Fascista, que poucos meses depois, já somava 300 mil integrantes. Contando com a obediência cega de seus seguidores, Mussolini, o Duce (chefe), liderou a Marcha sobre Roma: milhares de fascistas provenientes de várias partes da Itália invadiram a capital para exigir o poder. Pressionado, o rei da Itália, Vittorio Emanuelle III, convidou Mussolini para o cargo de primeiro-ministro – o chefe do governo italiano.
O governo de Mussolini

           Buscando legitimar seu poder, Mussolini assinou um acordo com o Papa Pio XI, em 1929, o Tratado de Latrão, pelo qual reconhecia o Vaticano com Estado independente. Em compensação, obtinha o apoio de parte das autoridades católicas. Situado dentro da cidade de Roma, o Estado do Vaticano possui apenas cerca de o,5 quilômetros quadrados e é dirigido pela Igreja católica.
 O nazismo
Partido e ideologia nazista
Nazismo = Nacional Socialismo Real.
Socialismo Nazista é o verdadeiro socialismo. O socialismo da Rússia, socialismo de Karl Max eram falsos.
       O aprofundamento da crise favoreceu, por um lado, o crescimento de socialistas e comunistas nas eleições; por outro, abriu caminho para o surgimento de partidos que prometiam soluções rápidas e “mágicas”. Um desses partidos foi o Partido Nazista, fundado em 1919, ano em que admitiu em seus quadros o ex- cabo Adolf Hitler.
A doutrina nazista é a mesma doutrina fascista, só existem a mais 3 tópicos(na nazista).    
         Em 1920, o Partido Nazista criou as SA – Tropas de Assalto -, encarregadas de eliminar fisicamente seus adversários políticos. Três anos depois, Hitler tentou a tomada do poder por meio de um golpe de Estado na cidade alemã de Munique, mas fracassou e foi preso. Na cadeia, ele produziu boa parte de um livro contendo os princípios básicos do nazismo. São eles:
·        A superioridade da “raça ariana”
·        Antissemitismo – ódio aos judeus
·        Necessidade de um espaço vital

Hitler no poder
           Obtendo a maioria no Parlamento, os nazistas pressionaram o presidente Hindenburg, e este cedeu a Hitler, no início de 1933, o cargo de chanceler (chefe de governo).
           No poder, Adolf Hitler implantou uma das mais cruéis ditaduras da história da humanidade. Os nazistas queimaram livros, demitiam democratas e comunistas de seus empregos e perseguiam duramente os judeus, estes não podiam ter relações com os alemães. Em 1924, com a morte de Von Hindenburg, Hitler assumiu a presidência com o título de Fuhrer. No governo só cumpriu a minoria de suas promessas e intensificou a violência física contra os adversários.
O Hitler tinha um mago a serviço dele. Tudo que ele ia fazer consultava o mago antes. Inclusive na derrota dele, o mago aconselhou ele a não atacar porque se não ele perderia a Guerra, porém ele desobedeceu ao mago, atacou e perdeu.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Geografia - As multinacionais e a globaliazação


           As multinacionais, ou transnacionais são empresas que possuem uma matriz em um país e filiais em outros.
           No mundo globalizado, as multinacionais têm uma função fundamental, pois, espalham pelo mundo as suas características, ou seja, o local se torna global.
        A Nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho) espalhou a produção pelo mundo.
São 5 fatores responsável pela desconcentração industrial, são eles:
·        Mão de obra barata
·        Incentivos fiscais (baixos impostos)
·        Sindicatos fracos
·        Novos mercados consumidores
·        Novas fontes de matérias primas
A dinâmica dos espaços da globalização
    As multinacionais são empresas que, por meio de filiais ou empresa submetida ao controle de outra empresa (subsidiárias), desenvolvem atividades em muitos países, mas possuem uma única matriz, geralmente no país de origem.
         É importante sabermos que a maioria das corporações multinacionais é originária de países desenvolvidos, sendo restrito o número de empresas desse porte sediadas em países subdesenvolvidos.
A expansão das multinacionais
         A partir da metade do século XX, as grandes empresas de países desenvolvidos passaram a transferir parte de suas atividades para vários países, principalmente subdesenvolvidos.
          Desse modo surgiu uma nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), e o processo de produção industrial em larga escala deixou de ser exclusivo dos países mais ricos, passando a ser desenvolvido, também, em países até então com economia voltada para a produção e exportação de gêneros primários.

A fragmentação do processo produtivo das multinacionais
         A fragmentação do processo produtivo industrial e empresarial leva as multinacionais a conduzir suas estratégias de produção e funcionamento como se não existissem fronteiras entre as nações; por isso, essas empresas também são denominadas transnacionais.
Os fluxos de mercadorias e pessoas
         Os transportes rodoviários e ferroviários são os maiores responsáveis pelos fluxos de mercadorias e pessoas no interior de países e continentes. Esses meios de transporte foram de extrema relevância para a organização do espaço geográfico interno de diversos países e, ainda hoje, desempenham importante papel na ocupação territorial de muitas nações, sobretudo daquelas dimensões continentais e com áreas inexploradas, como o Brasil, o Canadá, a Austrália e a Rússia.

Os fluxos marítimos internacionais
         Apesar da crescente importância do transporte terrestre e aéreo, atualmente o transporte marítimo é o mais representativo no que se diz respeito ao fluxo de mercadorias entre países, sendo responsável por cerca de 80% do volume de cargas transportadas em todo o mundo.
Os fluxos e as cidades globais
         O processo de globalização econômica, impulsionado pela expansão das empresas multinacionais, intensificou os fluxos de mercadorias, pessoas, informações e capitais entre diferentes regiões do planeta.
         No decorrer desse processo, determinadas cidades passaram a desempenhar a função de grandes centros articulados de fluxos, ou seja, centros de convergência e dispersão da maior parte dos fluxos em nível mundial. Essas são as chamadas cidades globais ou metrópoles mundiais, grandes centros urbanos de países desenvolvidos, como a cidade de Nova York, Londres, Paris e Tóquio, e de alguns países subdesenvolvidos industrializados, como as cidades de São Paulo, Hong Kong, Seul e Cidade do México.

Globalização, desenvolvimento e subdesenvolvimento


          A globalização exige qualificação. Em países desenvolvidos a especialização da Mao de obra é maior. Já nos subdesenvolvidos a pouca qualificação gera exclusão e desemprego.
          A evolução do capitalismo impulsionado pelos avanças tecnológicos, gerou as condições necessárias para a globalização.
          A expansão do capitalismo depende diretamente do crescimento do consumo, o que, por sua vez, acaba tendo implicações diretas sobre o meio ambiente.
Globalização aprofunda o abismo entre ricos e pobres
         A globalização econômica que beneficia muita gente não conseguiu ainda aplainar as desigualdades sobre as quais as sociedades humanas construíram seu progresso.
         Um único morador da Califórnia consome mais proteína, água, gasolina, e eletricidade do que toda uma vila do Sudeste Asiático. Essas desigualdades históricas geram indignação e perplexidade.
         Diante desse quadro podemos concluir que a globalização se caracteriza pelo empobrecimento da maioria da população, paralelamente ao enriquecimento de uma minoria. Essa situação afeta principalmente os países subdesenvolvidos, onde a maioria da população convive com a falta de escolas, hospitais, moradias e trabalho, entre outros problemas.
Domínio tecnológico: desenvolvimento e subdesenvolvimento
         Outra característica marcante do processo de globalização é o aumento das disparidades (desigualdades) tecnológicas entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos. Isso se deve ao fato de os países pobres não terem conseguido acompanhar a intensa aceleração no avanços tecnológicos alcançada pelas nações mais ricas.
Globalização e exclusão
        Conclui-se então que a globalização traz oculta a lógica da acumulação capitalista, baseada na crescente concentração da riqueza capitalista, baseada na crescente concentração da riqueza nas mãos de poucos e no empobrecimento da maioria. Assim, a globalização expressa a fase mais atual do processo de exploração – subordinação entre os países do mundo.

Estados Unidos: superpotência mundial


Colonização e formação da América desenvolvida
          As particularidades na forma de ocupação e povoamento, além do idioma dos colonizadores, levaram os geógrafos a designar o conjunto de terras formado pelos Estados Unidos e pelo Canadá como América Anglo-Saxônica. Atualmente, porém, a expressão mais utilizada para denominar essa região é America desenvolvida.
           Assim como na Canadá, a construção de ferrovias nos Estados Unidos foi fundamental para a ocupação do território.
Recursos naturais e a industrialização no nordeste dos Estados Unidos
           Na segunda metade do século XIX, muitos recursos passaram a ser aplicados na mineração, tendo em vista a demanda de matérias-primas destinadas ao abastecimento da crescente indústria. Iniciou-se a exploração de imensas jazidas de carvão nos montes Apalaches, enquanto o ferro era extraído em abundancia nas proximidades dos Grandes Lagos e no nordeste do país. A exploração desses recursos alavancou o desenvolvimento da atividade industrial, principalmente depois da construção das primeiras grandes siderúrgicas e metalúrgicas, gerando condições necessárias para a implantação de vários outros segmentos industriais, como o de transportes e o da construção civil.
          Mais tarde, no final do século XIX, a descoberta e a extração do petróleo, primeiramente nas proximidades dos Grandes Lagos e mais tarde no Texas e no golfo do México, proporcionaram grande desenvolvimento petroquímico. O petróleo passou a ser empregado como combustível para o funcionamento das máquinas industriais e dos meios de transporte, principalmente dos automóveis.
A ascensão da economia norte-americana
          O crescimento da economia norte-americana foi favorecido por dois importantes acontecimentos históricos: a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial. Como esses conflitos ocorreram principalmente desse continente, que já eram industrializados e despontavam como potências econômicas, foram praticamente arrasados. Favorecidos por estar geograficamente distantes da Europa, os Estados Unidos não sofreram os mesmos desgastes e perdas resultantes desses conflitos.
         Ao final da Segunda Guerra, países como Inglaterra, França, Itália e Alemanha estavam muito enfraquecidos e com as produções agrícola e industrial arruinadas. A escassez de produtos no mercado interno os fizeram recorrer às importações dos Estados Unidos, acelerando o crescimento da economia norte-americana.
O dólar na economia mundial
         Ao término da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, na condição de grandes credores internacionais, afirmaram sua hegemonia econômica. Essa posição, entretanto, já havia se evidenciado na Conferência de Bretton Woods, realizada em 1944 nos Estados Unidos. Essa reunião teve por objetivo planejar a estabilização da economia mundial, profundamente abalada pela guerra. Naquela ocasião,o dólar norte-americano estava tão valorizado que se tornou a moeda referência no mercado internacional, ou seja, o valor das mercadorias comercializadas entre os países passou a ser definido conforme  a cotação desse moeda no mercado mundial. Nessa conferência nasceram as duas maiores organizações financeira mundiais: Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

Estados Unidos: Uma potência militar
          A Guerra Fria, como ficou conhecido o período de rivalidade entre Estados Unidos e Rússia, levou a uma corrida armamentista sem precedentes na história. Mesmo que não tenham se enfrentado diretamente em um conflito, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética realizaram dezenas de intervenções militares nas mais diversas regiões do planeta, tendo em vista a ampliação das áreas de influência de seus respectivos regimes político-ideológicos.
          Os Estados Unidos tornaram-se o centro de uma gigantesca aliança militar: a Organização do Tratado de Atlântico Norte (OTAN), criada em 1949 com a união de algumas das forças armadas mais poderosas do mundo, como a inglesa, a francesa e a italiana.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Química - Os elementos químicos e a tabela periódica

Número atômico = número de prótons
Número de massa = número de prótons + o número de nêutrons.
O número de prótons é sempre o mesmo número de nêutrons.
Z= número de prótons.
A= massa atômica.
Os isótopos
            Os átomos de um mesmo elemento que têm número de massa diferente são chamados de isótopos.
           Os isótopos de um mesmo elemento têm em comum o número de prótons e de diferente o número de massa.
Massa atômica
             Para determinarmos a massa atômica de algum elemento devemos escolher um átomo como padrão e dizer quantas vezes outro átomo tem mais massa que ele.
            O átomo que os cientistas escolheram como padrão foi o carbono-12, que é um isótopo do carbono com numero de massa 12. Esse átomo passou a ter então 12 unidades de massa atômica (12u). Em outras palavras, 1 unidade de massa atômica vale um doze avos (1/12) da massa atômica do átomo de carbono-12.
            A massa dos outros átomos é então comparada com a do carbono. Quando dizemos, por exemplo, que a massa atômica do átomo de hélio é 4, significa que a massa desse átomo é de 4 unidades de massa atômica, ou seja, é de 4 vezes 1/12 a massa do carbono-12.
           Os átomos carbono-12 e carbono-13 são isótopos.
           Os átomos de hidrogênio têm o número de massa diferente.
           Não confunda massa atômica (também chamada de massa atômica relativa) com número de massa. O número de massa de um átomo é a soma do número de prótons com o número de nêutrons. Ela é sempre um numero inteiro. O numero do átomo cloro é 35. Mas a massa atômica aproximada do cloro é 35,453.
Exemplo e significado: 27Al13
Átomo de alumínio com massa = 27; número atômico = 13; número de nêutrons = 14 (massa – prótons);

Organizando os elementos: a classificação periódica
              Neônio, argônio e hélio são alguns dos elementos conhecidos como gases nobres ou raros. Eles tem muitas propriedades em comum. Todos são gases nas condições naturais mais comuns e dificilmente se combinam com outros elementos, ou seja, são encontrados livres na natureza. Esses gases formam um grupo dentro de uma tabela que facilita muito a vida dos químicos – a tabela periódica.

A tabela periódica moderna
               Em 1913, o cientista inglês Henry Moseley (1887-1915) descobriu um método para determinar a carga elétrica do núcleo e, com isso, seu número atômico. Ele percebeu também que algumas irregularidades da tabela de Mendeleev podiam ser corrigidas quando os elementos eram agrupados pelo número atômico e não pela massa atômica. Descobriu assim uma lei científica, a lei periódica dos elementos, segundo a qual muitas propriedades físicas e químicas dos elementos variam de forma periódica (regular) com o número atômico.
Algumas características da tabela:
·        Os elementos químicos estão representados por seus símbolos: cada elemento está dentro de um quadrinho da tabela. No quadrinho, além do símbolo do elemento, está o nome, o número atômico, a massa atômica e a distribuição dos elétrons nas camadas eletrônicas.
·        Há sete linhas horizontais, chamadas períodos ou séries. Nessas linhas os elementos estão arrumados em ordem crescente de número atômico.
·        Os átomos de um mesmo período apresentam o mesmo número de camadas eletrônicas. O período em que um elemento está indica, portanto, o número de camadas eletrônicas que ele possui. Assim, lítio, berílio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, flúor e neônio, por exemplo, estão no segundo período e têm duas camadas eletrônicas.
·        Há 18 linhas verticais ou colunas: são as famílias ou grupos, onde ficam elementos com propriedades semelhantes. As colunas são numeradas de 1 a 18, mas alguns autores de livros ainda usam também uma numeração mais antiga: com números seguidos das letras A e B.
·        Os elementos da série dos lantanídeos e da série dos actinídeos fazem parte de família 3, mas são colocados na parte de baixo da tabela, para que não fique muito larga.
·        Os elementos do sétimo período e com número atômico maior que 92 são produzidos artificialmente em laboratório. Chamam-se elementos transurânicos. São radioativos e não se encontram em estado natural no nosso planeta – com exceção do netúnio e do plutônio. Esse período não está completo: de vez em quando um novo elemento químico é produzido pelos cientistas a partir de um outro.

A tabela periódica e as propriedades dos elementos
Os elementos do grupo 1 ou 1A, por exemplo, são chamados de metais alcalinos.
                    Os elementos do grupo 2 são chamados de metais alcalino-terrosos  e também formam bases ou álcalis. Mas são mais duros que os do grupo 1 e reagem de forma mais branda com a água, por exemplo.
                    No lado direito (em amarelo) ficam os não-metais. Mas o boro, o silício, o germânio, o arsênio, o antimônio, o telúrio e o polônio têm algumas propriedades de não-metais e outras de metais, por isso foram chamados de semimetais. No entanto, a União Internacional de Química Pura e Aplicada, órgão que regulamenta a nomenclatura em química, não indica quais elementos devem ser incluídos nessa classificação. O hidrogênio é diferente tanto dos metais como dos não-metais, e por isso fica fora dessa classificação.

                     Na última coluna(em azul) ficam os gases raros, e no meio da tabela do grupo 3 ao 12 ficam os elementos de transição.  São, em geral, mais densos e resistentes, mas menos reativos que os metais do grupo 1 e 2, e têm ponto de fusão mais alto, além de conduzir bem a eletricidade e o calor. Grupos de metais de transição situados em períodos próximos apresentam propriedades magnéticas. Essas propriedades possibilitam muitas aplicações, como a fabricação de estruturas metálicas de grande resistência mecânica e química.

domingo, 10 de abril de 2011

Arte

Artesanato e arte cerâmica
            Artesanato é o nome dado aos objetos feitos à mão. Na maioria das vezes eles são utilitários, ou seja, objetos que usamos em nosso cotidiano, como vasos, roupas e brinquedos.
            Artesão é o indivíduo que faz esse tipo de trabalho. Ele domina a técnica em geral aprendida com um parente, e a técnica é aprendida fazendo e olhando.
O artesanato é importante porque expressa a cultura e as tradições da comunidade que o produz.
           O que move a produção de um determinado tipo de artesanato é o mercado: se um trabalho não é vendido, a comunidade deixa de produzi-lo e vai se dedicar a outra atividade.
           Vasos e vasilhames talvez tenham sidos os primeiros artefatos produzidos pelo ser humano, uma vez que servem para armazenar líquidos e mantimentos.
           No Brasil, as técnicas de preparo do barro, confecção das peças e cozimentos usadas pelos artesãos nas diversas comunidades produtoras são muito parecidas e têm origem na tradição da cerâmica feita pelas comunidades indígenas.
           A cerâmica é um dos elementos da cultura material que melhor resistem ao tempo. Por isso é um importante meio para estudar antigas civilizações.

Papel Artesanal
            Reciclar papel é uma forma de reduzir o desperdício e preservar o meio ambiente. O papel reciclado é feito de material já utilizado e, por essa razão, significa menos árvores derrubadas. Para ser reutilizado, o papel precisa ser limpo, seco e separado do resto do lixo. Por isso é fundamental que haja coleta seletiva de lixo.
            Algumas indústrias já produzem papel reciclado em grande escala. Ele também pode ser feito de forma artesanal, em pequenas oficinas caseiras. Além de produzir papéis diferentes e interessantes, alguns artesãos o empregam em objetos como luminárias, embalagens, flores e até tapetes e divisórias.
            O papel artesanal também pode ser obtido com fibras naturais trituradas e transformadas em pasta. As fibras mais utilizadas no Brasil são as de bagaço de cana, sisal, bananeira, bambu e as da palha de cereais como trigo, aveia, arroz e milho.

Arte do papel
           O papel é um material versátil e muito antigo. Há mais de 4000 anos os egípcios colavam e  prensavam as tirar de caule de uma planta chamada papiro, e usavam isso como papel. Mas foram os chineses que, há quase 2000 anos, inventaram o papel. Ele era feito de trapos de cânhamo, de algodão ou de fibras de uma planta típica do Oriente, da família da amoreira. Esse processo foi mantido em segredo e a produção de papel só se tornou conhecida por outros povos cerca de seis séculos mais tarde.
           Atualmente o papel é fabricado com uma pasta de madeira retirada da polpa de árvores. A matérias básicas dessa pasta é a fibra de celulose, substância encontrada no caule da maioria das plantas. Para conseguir o papel branco, a pasta é clareada com produtos químicos. Depois, é adicionada uma cola que dá elasticidade e homogeneíza a massa. Só então ela é prensada para produzir folhas de várias espessuras.
           Apesar dos novos meios de circulação de informação serem cada dia mais utilizados, livros, jornais, revistas, cartazes e todo tipo de material impresso ainda são muito importantes. O papel, que também tem outras utilidades, é uma das matérias mais usadas no mundo.
           Na arte o papel é usado como suporte para desenho, pintura, gravura, colagem, fotografia e até para fazer objetos e esculturas. Alguns artistas fazem papel artesanalmente, reciclando esse material.
           Os japoneses dominam as técnicas de fazer papel de arroz e de outras fibras naturais. Usam essas folhas para fazer divisórias dentro de suas casas e vários objetos, como luminárias. Também fazem objetos menos duráveis com papéis finos e coloridos.
            Marmorização é uma técnica de pintura sobre a água, criada no Japão há cerca de mil anos. Consiste em espalhar tintas oleosas sobre um meio líquido e misturá-las conforme se deseja, podendo usar pentes para formar desenhos mais elaborados. Estando a padronagem definida, coloca-se papel sobre tintas flutuantes, que se transferem para ele.